Dicas de Saúde
Cirurgia Pediátrica
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A hérnia inguinal é uma das patologias cirúrgicas mais comuns na infância. Ocorre devido a ausência de fechamento do conduto peritôneo vaginal, deixando com isso a presença de um saco peritoneal, através do qual se insinuam órgãos da cavidade abdominal, mais comumente uma alça intestinal. Convém lembrar nesse tópico, que nas meninas, é comum a presença no saco herniário do ovário e da trompa por deslizamento. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais breve possível após o diagnóstico, devido ao risco de haver um encarceramento ( retenção de um órgão dentro do saco herniário, ficando o mesmo impedido de retornar a cavidade abdominal, como pode ser visto na imagem ao lado) e vir a tornar-se um procedimento de emergência, por vezes com risco de perda parcial do órgão em sofrimento.
Quando a cirurgia é realizada eletivamente, o procedimento é simples, rápido e o tempo de internação curto, de apenas algumas horas. Porém, quando existe estrangulamento herniário, pode haver necrose de alça, tornando o procedimento complexo, demorado, com tempo de internação prolongado e risco de vida para o paciente. Devido a isso, indicamos o procedimento cirúrgico, imediatamente após o diagnóstico em qualquer idade. Quanto mais jovem o paciente, maior é o risco de encarceramento e de complicações.
Quanto a anestesia, o ideal é utilizamos a anestesia geral inalatória com agente alogenado associado a infiltração local com marcaína, para proporcionar maior conforto no pós-operatório imediato e reduzir o consumo de anestésico geral pelo paciente.
A via de acesso é feita através de uma incisão transversa, com aproximadamente 1,5 a 2cm, na prega inguinal, bastando apenas 01 ponto intradérmico para fecha-la, o que torna a cicatriz o mais estética possível.
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Trata-se de um defeito no fechamento da parede abdominal, a nível da cicatriz umbilical. Não tem nada a ver com os cuidados aplicados ao coto umbilical. Geralmente sua resolução é expontânea, até os 03 anos de idade. Quando houver indicação cirúrgica, esta deve ser realizada no mínimo, a partir dos 02 anos de idade. Embora raro, a hérnia umbilical pode se tornar uma emergência cirúrgica, como podemos ver na foto ao lado, um caso de estrangulamento herniário.
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Ocorre devido a insuficiência do mecanismo antirefluxo do esfincter esofágico inferior. Acredita-se que, entre outras causas, seja devido a uma imaturidade do cardia. O RGE é extremamente comum e regurgitação é quase sempre fisiológica. Quando a quantidade de regurgitações é excessiva, havendo parada no ganho ponderal, infecções respiratória frequentes e ou crises de asma bronquica, faz-se necessário uma avaliação através de US ou radiológica do tipo seriografia esofago-gastro-duodenal, para avaliar-se o grau do refluxo. Em casos de diagnóstico mais difícil pode ser necessári uma mediada da phmetria esofágica.
O tratamento, inicialmente, é sempre clínico e em aproximadamente 90% dos casos a sintomatologia melhora consideravelmente , até a resolução expontânea.
O tratamento cirúrgico reserva-se àqueles casos que não respondem ao tratamento clínico, que apresentam hérnia de hiato, esofagite com estenose, complicações respiratória graves ou patologias associadas, principalmente neurológicas.
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ESTENOSE HIPERTRÓFICA DO PILORO
Trata-se de uma hipertrofia progressiva da musculatura pilórica, levando a uma obstrução da luz do piloro. Ocorre em 1/1000 RN, sendo mais frequente em meninos, primogênitos. Os sintomas manifestam-se geralmente na segunda semana de vida, com vômitos pós alimentares claros, que vão se acentuando em volume e número, tornando-se em jato com aspecto de "leite talhado". Há uma desnutrição e desidratação progressiva. Em alguns casos observa-se uma onda peristáltica, vindo da esquerda para a direita, de cima para baixo, como se fosse uma tumoração correndo no abdome. A palpação da oliva pilórica hipertrofiada, sela o diagnóstico na maioria das vezes, mas havendo dúvida a ultrassonografia hoje é um grande recurso técnico para se chegar a esse diagnóstico.
O tratamento é cirúrgico e consiste em se realizar uma mini laparotomia para abordagem do piloro, com piloromiotomia.A foto acima ilustra o momento em que o cirurgião aborda o piloro. O tempo de internação gira em torno de dois a três dias.
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Trata-se de uma sindrome caracterizada pela posição viciosa da cabeça e assimetria facial e craniana. Ocorre devido a rutura com posterior fibrose do musculo ECOM, intra-útero ou durante o parto. Apresenta-se geralmente como uma tumoração endurecida na região antero-lateral do pescoço, correspondendo a localização do musculo ECOM. A assimetria facial e craniana são progressivas e assentuam-se com o passar do tempo. O tratamento inicialmente é clínico, fisioterápico e resolve em aproximadamente 90% dos casos. O tratamento cirúrgico reserva-se para os casos avançados ou àqueles que não responderam a fisioterapia.
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MEGACOLON CONGÊNITO ( DOENÇA DE HIRSHIPRUNG )
Ocorre devido a ausência de células ganglionares intramurais do trato digestivo distal. Em cerca de 70% dos casos a zona agangliônica compreende o reto e o sigmoide, mas podem haver formas curtas afetando só o reto, como também comprometer todo o colon. A falta de cels. nervosas nessa área, leva a uma disfunção na qual não existe movimentos peristálticos, ocorrendo portanto um processo obstrutivo. O cólon proximal a zona agangliônica torna-se dilatado e hipertrofiado (megacolon).
A forma mais comum de apresentação é na criança acima de 01 ano de idade, com história de constipação intestinal progressiva desde o nascimento, deficit ponderal, retardo do desenvolvimento e crescimento, além de distensão abdominal. No RN é comum apresentar-se como obstrução intestinal baixa, por vezes associado com rolha meconial e algumas vezes abrir um quadro agudo, grave, associado a enterocolite necrosante ou apendicite neonatal.
O tratamento é cirúrgico, inicialmente faz-se uma colostomia proximal a zona de transição e posteriormente, em torno de 01 ano de idade, realiza-se a ressecção do segmento agangliônico com abaixamento do colon normal. Em crianças maiores, por vezes, é necessário a colostomia por alguns meses, como forma de preservar-se o máximo possível de segmento colônico normal.
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Ocorre devido, a um processo inicialmente obstrutivo do apêncice íleocecal, que evolui para inflamação do apêndice, com supuração e rutura do mesmo (imagem ao lado). Caracteriza-se principalmente por um quadro de dôr aguda, em região peri-umbilical, porteriormente localizando-se na parte inferior do abdome à direita (fossa ilíaca direita). Geralmente acompanha o quadro febre baixa, anorexia e vômitos. O quadro é agudo e evolutivo, o tempo do início à perfuração do apêndice é variável em relação a idade do paciente. Quanto menor a idade, mais rápido e grave é o quadro. A perfuração do apêndice, leva ao derramamento de fezes na cavidade abdominal, o que agrava muito o estado do paciente, podendo leva-lo a uma septicemia (infecção disseminada).
Assim sendo, o tratamento é cirúrgico e quanto mais rápido se chegar ao diagnóstico, mas precoce será a cirurgia e melhor será o prognóstico. Uma apendicite aguda operada em fase inicial, sem puz na cavidade, o pós-operatório, em geral é bem simples e a recuperação é rápida, o tempo estimado de internação em geral é de apenas 02 a 03 dias.
Portanto, se o seu filho(a) apresentar um quadro de dôr abdominal importante, consulte imediatamente o seu Pediatra.
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Dúvidas ou sugestões:
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