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Dicas de Saúde

Urologia Pediátrica

 FIMOSE

 TESTÍCULO RETRÁTIL

 CRIPTORQUIDIA / TESTÍCULO RETIDO

 HIDROCELE

 ESCROTO AGUDO

 HIPOSPÁDIA

PÊNIS CURVO CONGÊNITO

INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO

FIMOSE

A imensa maioria dos recém nascidos, apresentam o prepúcio aderido a glande. O descolamento se fará naturalmente com o tempo, independente da prática dos chamados "exercícios", que na maioria das vezes, só servem para agravar o problema. Lembramos que, 80% das crianças com 3 anos de idade já apresentam o seu prepúcio completamente descolado. O uso tópico de corticosteróides, vem sendo usado com o objetivo de descolar e abrir o prepúcio, evitando assim, segundo os autores, em alguns casos, a cirurgia corretiva. No entanto, em nossa experiência, sua utilização está indicada em crianças com mais de 3 anos de idade, que ainda apresentam o prepucio aderido com nenhum ou pequeno grau de estreitamento prepucial. Deve somente ser utilizado sob orientação médica, tendo em vista, a possibilidade do aparecimento de efeitos colaterais indesejados. 

A Fimose ocorre devido a presença de um anel estenosante entre a pele e a mucosa do prepúcio, levando a uma impossibilidade total ou parcial de exteriorizar a glande. Isso propicia ao acúmulo de secreções, podendo infeccionar e até mesmo obstruir o fluxo urinário. O tratamento é cirúrgico, geralmente a partir dos 18 meses de idade, mas pode ser antes se necessário. Na foto acima (ex. fimose), observa -se que mesmo sob tração, o prepúcio não abre, não permitindo a exteriorização da glande. 

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TESTÍCULO RETRÁTIL

É a causa mais comum de ausência dos testículos na bolsa escrotal e geralmente é bilateral. Ocorre devido a uma hipertonicidade do músculo cremastérico, que mantem os testículos retraídos no canal inguinal. No entanto, durante o exame é possível levarmos os testículos a bolsa escrotal. Em 90% dos casos, não há necessidade de tratamento algum, mas deve-se manter um acompanhamento anual, com observação do desenvolvimento dos testículos e da bolsa escrotal.

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CRIPTORQUIDIA ( TESTÍCULO RETIDO)

Trata-se de uma malformação congênita, que ocorre devido a uma parada no trajeto de descida do testículo em direção a bolsa escrotal. Caracteriza-se por apresentar a bolsa escrotal vazia (imagem ao lado). Por vezes, pode-se confundir com o testículo retrátil ou com a ectopia testicular.

O testículo fora da bolsa escrotal sofre um processo de degeneração por ação da alta temperatura corporal, o que leva a problemas relacionados a fertilidade e ainda pode sofrer um processo de malignização com o avançar dos anos. Esse risco torna-se ainda mais alto nos casos de testículos impalpáveis, intraabdominais em crianças com idade acima dos 07 anos. O tratamento é cirúrgico e consiste em identificar o testículo, isolar os elementos do cordão espermático, tratar o saco herniário geralmente associado e fixar o testículo na bolsa escrotal. Deve ser realizado preferentemente entre 06 meses e 02 anos de idade.

O retardo ou a ausência do tratamento cirúrgico expõe o paciente a um risco inaceitável de cancer do testículo.

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HIDROCELE

A hidrocele não comunicante ou septada, regride espontaneamente na maioria das vezes, devendo-se por isso aguardar pelo menos até 01 ano de idade, antes de tomar-se qualquer iniciativa cirúrgica.

Na hidrocele comunicante, de forma idêntica a hérnia inguinal, há um saco peritoneal, devido a ausência de fechamento do conduto peritôneo vaginal, que se enche de líquido proveniente da cavidade abdominal. Caracteriza-se pela alteração de volume da bolsa escrotal e por apresentar uma transiluminação positiva. A conduta também é cirúrgica, a cirurgia é semelhante a da herniorrafia inguinal, porém não há urgência, devido a não haver risco de encarceramento. Deve ser programada a partir do 06 mês de idade ou antes quando tratar-se de uma hidrocele muito tensa e volumosa, como mostrado a seguir:

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ESCROTO AGUDO

Usa-se esse termo para generalizar todas as afecções agudas da bolsa escrotal, que caracterizam-se por apresentar dôr, rubor e aumento de volume da bolsa escrotal (ex. foto abaixo - torção a direita).

Dessas afecções, sem margem de dúvida a mais frequente e mais temida é a TORÇÃO DO TESTÍCULO.

Trata-se de um episódio agudo, de torção do testículo no seu próprio eixo, levando a torção do pedículo vascular, causando isquemia, ou seja, diminuição do fluxo sanguíneo para o orgão, o que leva a necrose (morte celular), com perda do orgão, se não for operado a tempo.

O tratamento é cirúrgico e imediato, devendo ser operado o mais rápido possível, de preferência num prazo máximo de até 08 horas após iniciado os sintomas. A cada hora que passa, diminui as chances de viabilidade do orgão. Na foto abaixo, vemos o  exemplo de um caso, que infelizmente, não foi operado a tempo de impedir o processo de necrose isquêmica do testículo, devido a torção (observar o pedículo vascular torcido acima do testículo isquêmico).

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HIPOSPÁDIA

Trata-se de uma malformação congênita da uretra anterior, na qual o meato urinário fica localizado ectopicamente, em situação ventral ao pênis. A classificação, o grau de complexidade da hipospádia, está diretamente relacionado a localização do meato uretral e a presença ou não de encurvamento peniano. Na imagem a direita, vemos uma hipospádia coronal, sem encurvamento de correção relativamente mais simples, em 01 só tempo cirúrgico.

 

A esquerda, vemos uma hipospádia peniana, com encurvamento, de correção mais difícil, mais complexa, mas ainda em 01 só tempo cirúrgico.

 

Quanto mais proximal for o meato, mais complexo será o grau da hipospádia, mais comum será a presença de anomalias associadas e mais difícil será a correção cirúrgica. As hipospádias escrotais (imagem abaixo) podem ser confundidas ou até mesmo tratar-se de estados intersexuais .

 

A conduta cirúrgica dependerá de cada caso específico. Em alguns casos, há a necessidade de vários tempos cirúrgicos. Atualmente é aconselhável, dependendo do caso iniciar a correção cirúrgica por volta dos 06 meses de idade.

 

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PÊNIS CURVO CONGÊNITO

O pênis curvo congênito, pode estar presente como entidade clínica isolada, mesmo na ausência de hipospádia. É comum estar associado a fimose e ser diagnósticado tardiamente. O diagnóstico deve ser suspeitado quando a criança não controla bem o jato urinário, quando o pênis fica enrigecido e adota uma posição curvada como um jota. O tratamento é cirúrgico e semelhante ao da hipospádia.

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INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ( ITU )

A orientação mais recente do comitê de nefrourologia pediátrica é a de que deve-se investigar com Ultrassom e UCM toda criança que apresenta um primeiro episódio de infecção urinária. Se o resultado desses exames forem normais, manter um acompanhamento com exames de urina (cultura) mensal ou bimensal por 06 meses. Se o US e/ou a UCM acusarem qualquer alteração, deve-se investigar melhor com Cintigrafia Renal por DMSA e/ou DTPA.

É muito comum a presença de anomalias congênitas do trato urinário, tendo como primeiro sinal clínico a ITU. Dessas anomalias, a mais comum é a presença de Refluxo vésico ureteral.

Nos casos de crianças do sexo masculino com ITU, a orientação do comitê, é de que seja realizada uma Postectomia ou Circuncisão, mesmo na ausência de fimose.

Se o seu filho(a) apresenta infecção urinária, converse com o seu Pediatra que ele saberá orienta-lo(a) da melhor forma possível.

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Dúvidas ou sugestões:

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